O mundo da velocidade fica chato sem a F1
Estamos vivendo um momento de recesso na Fórmula 1, uma parada estratégica de três semanas para aliviar as tensões de todo esse período de disputas, antes da reta final da temporada, que será iniciada no próximo dia 27 com a etapa da Turquia. E que as outras categorias me perdoem, mas tudo fica chato sem a F1, ainda mais para quem trabalha fazendo a cobertura desse esporte.
Muitos vão falar: "esse cara é piegas, milongueiro" e etc. Mas isso é fato: fica um clima de velório quando não ocorrem provas da F1. Você tem uma corridinha aqui, outra ali, mas nada de mais agitado. E vou dizer mais: a Fórmula 1 sozinha dá mais assunto que todas as outras juntas. Não é à toa que tudo que envolve o circo de Bernie Ecclestone é superlativo.
O Fernando Alonso disse hoje que está muito feliz com as férias. Acho que está mesmo e todos precisam delas na F1. Não só pilotos, como engenheiros, mecânicos, dirigentes, pessoal das empresas promotoras, etc. Todos eles viajam praticamente o ano inteiro e ficam longe de suas famílias. Realmente eles merecem esse recesso para recarregar as baterias.
Mas para aquele que não tem nada a ver com isso (e é o motivo da existência da F1), o público, isso não importa. Nós, da imprensa especializada, ficamos no compasso de espera pelo retorno do maior espetáculo dos esportes a motor. É o momento máximo de tudo o que há de melhor que a tecnologia pode proporcionar. Até lá, esperamos. Temos mais uma semana e meia até que o último ato do show comece.