Os que se acham donos das ruas
Os “motoboys” se transformaram em enxame em São Paulo. Aquela típica coisa que se deixou acontecer e agora fica difícil para controlar. Foi a mesma coisa com as lotações. E sempre vai surgir aqueles que falam: “as pessoas precisam trabalhar”...blá, blá, blá. A velha máxima diz que a liberdade de um cidadão termina onde começa a do outro e é isso mesmo.
Mas vai falar pra um cara desses que ele não é o dono da rua. Ele acha que você tem que sair da frente para ele passar. Te xinga e tudo mais. É um covarde porque sabe que, de carro, você nunca vai alcançar ele, que está em uma moto. Você já viu um motoboy xingar alguém de moto. Eu, pelo menos, nunca.
E está virando gangue. Quando tem um problema com um, param dez, doze, pra intimidar. Acho que os motoristas de carro deveriam fazer o mesmo. Quando vir alguém cercado por uma horda de motoboys, parariam também para cercar e ver o que acontece.
E o que mais impressiona é que a administração pública não só não acaba com isso, como também incentiva. A Prefeitura está implantando em São Paulo as faixas exclusivas para motos. Que maravilha! Já têm as de ônibus e agora as de motos. Poderiam fazer uma para os carroceiros também, que trabalham tanto quanto qualquer um e colocam a vida ainda mais em risco, andando no meio do trânsito caótico.
Preciso dizer: claro que não são todos os motoboys que agem dessa maneira. Mas o que adianta? Pensando assim, cada um deles vai achar que não faz nada demais, que está com a razão e vai continuar fazendo o que faz. Tem solução?
Escrito por Vladimir Delgado às 10h06
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