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Nunca mais haverá um "novo Schumacher"
As viúvas do alemão Michael Schumacher têm que entender que nunca mais haverá outro como ele. As pessoas precisam entender que não haverá um "novo Schumacher". Agora, tudo que é piloto alemão em início de carreira e que ganha certo destaque vira "o novo Schumacher". Que coisa chata!
Primeiro foi o Sebastien Vettel. Participou de alguns testes com a BMW, foi bem e já ganhou o título. Ficou todo o final do ano passado a o início deste mês dizendo que não era o "sucessor" do sete vezes campeão do mundo. Depois, esqueceram dele.
Agora é o Nico Hulkenberg, representante alemão na A1GP, o novo "novo Schumacher". Está em destaque na categoria, depois de alcançar quatro vitórias e levar seu país à liderança do campeonato. Mas lá vem a “turminha” da imprensa especializada taxar o menino de "herdeiro" do Schumacher.
Isso é queimar os garotos logo de cara. É um fardo muito pesado para se carregar, pois você precisa manter o grande desempenho o tempo todo. Isso pode desandar de vez a carreira de um piloto que pode, sim, se mostrar promissora. Mas daí a chegar a ser um Schumacher, tem muita, mas muita distância a percorrer.
Escrito por Vladimir Delgado às 15h34
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A Williams se transformou na "maior das menores"
Fico olhando a Williams e me pergunto até quando vai isso. Frank Williams tem que vender a equipe o mais rápido possível, sob a ameaça de ficar com o maior abacaxi na mão. Depois da chegada em massa das montadoras ao circo, não faz mais sentido ficar com uma escuderia como a Williams do jeito que está. Ela virou a "maior das menores" da F1.
O ano passado foi o melhor exemplo de como a história é cruel com quem não segue certas tendências. A Williams amargou o oitavo lugar no mundial entre as onze equipes presentes na categoria, em uma das suas piores atuações em todos os seus anos na F1. Se você não tira certa conclusão disso, ou está louco ou está senil.
A Williams precisa de um parceiro forte, pois até mesmo as menores da F1 são, na realidade, equipes "B". Vide Super Aguri e Toro Rosso. E Frank Williams ainda vem a público fazer o papelão de brigar com ambas por causa dos chassis das parceiras. Acho isso vergonhoso. Ele está preocupado com a Aguri e com a Toro Rosso? E o Gerherd Berger tem razão: não é o Frank que tem que decidir o que é certo ou o que é errado. É a FIA ou uma instância legal que vai dizer.
E outra coisa: com Nico Rosberg e Alexander Wurz, será mais um ano de desempenho pífio, de desastre iminente. Não tem como pensar em resultado melhor no grid do que do meio para trás. Pódio então, é ficção científica. Tudo é muito bonito em dia de apresentação de carro. Ele brilha sob a luz dos flashs e das câmeras de TV. Quero ver quando estiver na pista. E não acho que o novo motor da Toyota vai ajudar em alguma coisa.
E mudando da água para o vinho: O Corinthians precisa se livrar do Dualib. Ele está transformando o clube em um circo. O Dualib virou o Silvio Santos do Corinthians. Faz, desfaz e ninguém reclama. Só queria saber quem é o Chaves do Parque São Jorge.
Escrito por Vladimir Delgado às 14h53
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Se eu fosse o Montoya, não saia mais dos EUA
Impressionante como o colombiano Juan Pablo Montoya tem estrela nos Estados Unidos. Era ídolo lá quando saiu para a Fórmula 1, onde não prosseguiu com o mesmo ímpeto, entusiasmo e vitórias. Saiu da McLaren no ano passado rumo à NASCAR de uma forma - na minha opinião - até melancólica.
E ontem, ajudou a equipe Ganassi a vencer as tradicionalíssimas 24 Horas de Daytona, façanha histórica que vem se somar à sua vitória nas 500 Milhas de Indianápolis e à conquista do título da CART. Nada mal para uma carreira de piloto de corridas.
Sempre achei Montoya um dos pilotos mais arrojados da F1, apesar de se mostrar, em várias situações, um tanto quanto inconseqüente. E a última vitória do colombiano em uma corrida, antes de ontem, foi exatamente o GP do Brasil de 2005.
Agora, Montoya começa sua trajetória nos “stocks” norte-americanos, na mais popular categoria dos Estados Unidos. E não fiquem surpresos se ele levar, qualquer hora dessas, o título da NASCAR pra casa.
Escrito por Vladimir Delgado às 10h23
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Como Hamilton vai voltar aos treinos?
O novato Lewis Hamilton sofreu um forte acidente na semana passada nos testes de Valência. Destruiu uma McLaren novinha, recém-lançada. Deve ter ficado eletrizado com o acontecido: vai estrear como titular em dois meses na F1 e já fez um estrago.
Será interessante para ver até onde vai o controle do garoto. Será que vai com pé embaixo nas sessões ou vai entrar na pista "pisando em ovos"? Estou mais para a essa segunda opção. Não acredito que o britânico tenha sangue frio o suficiente para esquecer isso tão fácil.
Acredito que Ron Dennis deva ter chamado Hamilton para uma conversa reservada. Ele apostou no menino e agora precisa cuidar para que não desande. O público britânico quer um ídolo na categoria, coisa que Jenson Button não conseguiu ser, e acham que Lewis é “o cara”.
Aliás, Button deve estar rindo à toa - junto com o espanhol Pedro de la Rosa - por causa desse acidente de Hamilton na semana passada. Não são poucos aqueles que dizem que Hamilton pode alcançar na F1 aquilo que o compatriota sempre tentou e nunca conseguiu.
Escrito por Vladimir Delgado às 10h13
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