Realmente: o que o Pizzonia está fazendo na GP2?
Essa declaração do Nelsinho Piquet sobre o Pizzonia me fez pensar. Realmente: o que o "jungle boy" está fazendo na GP2? Essa não é a principal categoria de acesso à F1? O que um piloto que já passou por lá há anos está fazendo correndo entre os novatos? Não pode. O "Piquezinho" está certo.
A GP2 deveria ter um "teto" de idade. Se tiver mais que “X” anos não pode correr. Só novos talentos mesmo. E não vamos esquecer o Timo Glock, o Giorgio Pantano. Esse pessoal, ex-F1, tinha que sair de lá. Não pode. O Fisichella disse que montou a equipe dele para dar oportunidade a novos talentos italianos na GP2 e contrata o Pizzonia?
E o Fisico coloca um certo Jason Tahinci para ser parceiro do brasileiro na FMS, que é turco. Vai entender. Ta na cara que é a grana que está definindo isso e a filosofia ficou largada no caminho faz tempo. Acho que o Fisichella deveria sair da Renault - onde não vem fazendo bulhufas - e se dedicar mais à sua escuderia na GP2.
Se seguir assim, daqui a pouco a GP2 vai virar uma GP Masters da vida. Não é melhor contratar o Prost, o Emerson ou o Mansell do que o Pizzonia? E vou dizer: tenho certeza que o Emmo correndo lá daria muito mais resultado.
Escrito por Vladimir Delgado às 10h45
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A contabilidade da Fórmula 1
São impressionantes os números da revista F1 Racing sobre os dados financeiros das equipes da F1. Isso prova o que já falamos aqui anteriormente: há alguma coisa muito errada dentro das equipes japonesas da F1. E o grande destaque fica com a Toyota, o maior orçamento do circo, que não consegue ser revertido em vitórias, nenhuma depois de tantos anos de circo.
A Honda é outra. É sempre a mesma história. Agora, estão falando de carro praticamente novo para o Canadá. Para mim, isso é perpetuar a incompetência. Em Montreal, vão fazer outra corrida ruim, mas vão dizer que é a primeira prova do novo equipamento, que é preciso tempo para evoluir. Quando formos ver, já terminou outra temporada e ficou tudo na mesma.
E duvido que Ross Brawn resolva alguma coisa. O problema na Honda é conceitual desde sua base e não será a chegada de um novo diretor técnico, mesmo com a competência de Brawn, que irá resolver. Mas isso se vier mesmo, o que deve ser dificultado ainda mais pelo acerto que o britânico tem com a sua ex-empregadora, a Ferrari.
O grande destaque positivo da F1 Racing é a Renault, que com o sexto orçamento em 2006 - e não ficou longe disso também em 2005 - chegou aos títulos de pilotos e equipes. Isso prova que não é só o dinheiro que faz o resultado. É preciso seriedade, competência e determinação. Além, claro, da boa e velha sorte, que como canja de galinha, não faz mal a ninguém.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h18
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A diferença que faz um campeão
Não se enganem: a McLaren está onde está neste momento muito graças a Fernando Alonso. É a diferença que faz um campeão. O espanhol chegou e acertou o carro da equipe já para a segunda etapa da temporada. E a tendência é que isso siga assim pelas corridas que virão. E agora, mais do que nunca, a Ferrari terá que se superar para enfrentar esse momento sublime da rival britânica.
Para quem sempre achou que Alonso não era tudo isso, o bicampeão da F1 continua dando a resposta na pista. Segue em seu desempenho sempre constante e agora é líder da classificação. Se não pode ganhar, se mantém no pódio e vai somando pontos importantes. Se sente que está forte, vai para cima e é muito difícil tirar dele a liderança em uma corrida. Me lembra muito um certo piloto alemão...
Não é a toa que Alonso chegou a seus dois títulos correndo com Michael Schumacher. Esse é o mérito absoluto. Se fosse neste ano, muitos estariam dizendo que o espanhol só venceu o campeonato depois que Schumacher se aposentou, mas não é o caso. Alonso inicia 2007, na minha opinião, muito favorito a mais um título. E já mostrou que está concentrado nisso.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h08
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