É o que resta a Barrichello
Barrichello deixou de lado o silêncio e partiu para as críticas à própria equipe Honda. É o que resta ao piloto. Já falo aqui desde muito tempo que algo de muito errado acontece na escuderia japonesa, assim como na sua grande rival Toyota. Não é possível que com tanta verba, ambas tenham desempenhos tão medíocres assim na F1.
Deve ser decepcionante para o brasileiro, pois já não vê grandes perspectivas neste momento de sua carreira. Já tinha falado aqui que a Honda projeta agora evolução drástica para o carro em Barcelona, mas duvido que uma fórmula mágica vá salvar as coisas. Já foi assim em temporadas passadas, repletas de promessas.
A solução é uma reforma radical, inclusive na estrutura de comando da equipe. Muito das dificuldades me cheira a incompetência. Acho que Nick Fry e sua estrutura técnica não estão à altura das ambições da Honda no circo.
Quem tem aparecido pouco também é o Gil de Ferran. Esse tem experiência e capacidade de sobra, mas parece ser outra vítima do modelo pouco funcional da escuderia. Ele, como piloto vencedor que foi, deve conhecer o drama vivido por Barrichello e por Jenson Button. As coisas precisam mudar drasticamente na Honda, e pra ontem.