Ainda bem que acabou
Ainda bem que acabou o Pan. Não agüentava mais ver o quadro de medalhas em tudo o que é lugar. Abria o jornal e lá estava ele. Ligava a TV ou o computador e já dava de cara com aquela relação, sempre encabeçada pelos Estados Unidos, anos-luz à frente dos outros. Aliás, também não suportava mais ouvir o hino do Tio Sam, mesmo quando não queria. Lembro de estar assistindo a algumas provas de atletismo e, ao fundo, ouvindo o "Star Spangled Banner". Fazer o quê?
Agora, ficamos na ressaca dos jogos. A briga passa a ser, nesse momento, saber o que vai acontecer com todos os espaços criados para Pan no Rio de Janeiro. Já começou uma guerra de interesses. Muitos desses espaços, onde foram gastos bilhões com o nosso dinheiro, podem se transformar em shoppings e casas de shows, para os lucros de uns poucos. Precisamos ficar atentos a esses descasos.
Depois de tudo isso, temos também que voltar nossa atenção para coisas mais sérias do que os jogos, como as maracutaias que assolam o Senado e as mazelas da nossa malha aérea, entre outras. Tudo ficou um pouco de lado com o Pan. Não vamos nos esquecer do que é, realmente, mais importante.