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A imprensa erra, de novo!
Na ânsia de sair na frente com a informação, o respeitado site especializado Autosport afirmou que a McLaren seria excluída das temporadas 2007 e 2008 da F1. E o web site levou consigo um batalhão de veículos de comunicação, que corroboraram sua nota. Depois, todos voltaram atrás dando uma “errata”.
Das duas, uma: ou a fonte na qual o Autosport se baseou errou feio ou foi dado um chute homérico. Se a primeira possibilidade for a correta, a página precisa rever suas fontes. Se for a segunda, foi o jornalismo da pior espécie. Sempre é melhor se esperar pelo fato, pois caso contrário, o prejuízo pode ser enorme.
Só peru morre na véspera.
Escrito por Vladimir Delgado às 14h57
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Pior para Massa e Raikkonen
Muita gente já imaginava que Felipe Massa e Kimi Raikkonen poderiam brigar pelo título, com uma imaginada punição para Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Mas para a tristeza de fãs dos pilotos da escuderia vermelha, tal punição não veio e o campeonato será decidido mesmo entre os dois representantes da escuderia britânica.
Há quem acredite que a decisão tomada hoje na França pode vir a abalar as estruturas do time de Ron Dennis, despertando assim uma nova esperança para o esquadrão vermelho de Maranello. Acho isso improvável, pela simples falta de tempo para uma reação mais efetiva da Ferrari. Acho que somente em 2008, com o desgaste que a rival irá sofrer, o time italiano terá mais condições de chegar a mais um título de pilotos, já que o de equipes deste ano está praticamente assegurado.
Escrito por Vladimir Delgado às 14h40
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E o que será de Alonso em 2008?
Alonso irá terminar a temporada 2007 na McLaren. Mas o que irá acontece no ano que vem? Será que a punição imposta à equipe de Ron Dennis será suficiente para que o espanhol peça sua rescisão de contrato, que proporcione sua volta para a Renault? Se possível, será que o bicampeão mundial irá realmente tomar essa decisão?
Alonso já deve estar pensando que a vida na McLaren na próxima temporada não será nada fácil, com o desfalque de US$ 100 milhões da multa imposta pela FIA e pelo controle que o carro do ano que vem terá pelas mãos da entidade. Acho que o piloto, depois de toda a situação vivida na escuderia britânica, irá realmente pensar em se desligar dela, aproveitando alguma cláusula contratual que permita isso.
Escrito por Vladimir Delgado às 14h31
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Doeu no bolso
Eu já tinha a idéia de que a punição da McLaren, na esfera esportiva, seria mesmo algo brando, sem muita repercussão. Mas não imaginei uma multa financeira tão salgada, de US$ 100 milhões, ainda mais para ser quitada em 90 dias. Esse será o verdadeiro motivo de qualquer choro que Ron Dennis venha a verter daqui para frente.
Acho que foi uma decisão inteligente para a situação de momento. O campeonato segue praticamente intacto ao que se refere ao show propriamente dito, com os pilotos seguindo seus caminhos naturais. O campeonato de construtores, mesmo importante, serve mais para a imagem de equipes e patrocinadores do que para o público em geral, que acaba se concentrando nos competidores.
Já os US$ 100 milhões vão fazer muita falta para a McLaren em 2008. Além disso, a averiguação do novo modelo para a próxima temporada, que acontece no mês que vem, com certeza vai influenciar negativamente no seu desempenho futuro. O certame de 2008 se mostra, assim, obscuro para a escuderia britânica.
Escrito por Vladimir Delgado às 14h22
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A imprensa erra
Quando a imprensa deixa sua posição de canal de informação para fazer parte da notícia, ainda mais de forma negativa, é de se lamentar. Esse foi o caso do jornalista italiano que forjou informações sobre a troca de e-mails entre Fernando Alonso e o compatriota e companheiro de equipe Pedro de la Rosa, no caso de espionagem envolvendo a McLaren e a Ferrari.
Com o objetivo de "esquentar" ainda mais as revelações de dizia ter, Pino Allievi, renomado jornalista especializado do também conceituado Gazzetta Dello Sport, cometeu o maior erro que um profissional de imprensa pode cometer: inventar algo que não ocorreu. E fica pior ainda no momento em que o periódico faz parte do Grupo Fiat, que engloba também a Ferrari.
Por mais que Allievi venha agora a público, com explicações de "leitura livre" e "situação hipotética" do que teria ocorrido, fez um estrago para a credibilidade de quaisquer outras informações que venham a ser apuradas sobre o caso, seja pelo próprio jornal para o qual trabalha quanto pelos veículos especializados em geral. É lamentável.
O jornal Gazzetta Dello Sport, um dos mais tradicionais da crônica esportiva européia, precisa tomar, agora, as suas providências em relação à atitude de seu funcionário, mesmo que o jornalista seja referência quando o assunto é o mundo da Fórmula 1.
Escrito por Vladimir Delgado às 15h14
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Mar de lama
Já disse aqui mais de uma vez: se todos os trambiques da F1 viessem à tona, a categoria inteira deveria fechar para balanço. Seria muito ingenuidade achar que alguma uma das equipes do circo tem uma ficha limpa, sem um único deslize sequer. Na verdade, todos se aturam e, como todos têm a perder com acusações mútuas, impera o silêncio.
Mas desta vez, a Ferrari, inconformada com a trajetória descendente na qual vive atualmente, mais acentuada depois da saída de Michael Schumacher, resolveu jogar a sujeira (pra não falar outra coisa) no ventilador. E não será nada espantoso se Dennis vier com acusações de peso contra a escuderia vermelha de Maranello. Só um acordo político na próxima quinta-feira, com uma punição mínima - para não dizer que não se fez nada - poderá colocar uma pá de cal em toda essa situação.
Isso não seria ideal, com certeza. Bom mesmo seria promover uma punição exemplar para que a imagem do esporte se mantenha intacto. Mas existem interesses muito maiores e poderosos, que envolvem altas cifras. Até por isso, não acredito em nada muito radical. Penso que a FIA, mais do que cobrar explicações, irá tentar acalmar os ânimos, principalmente os mais exaltados da Ferrari. A entidade deverá lhe oferecer alguma forma de compensação para, assim, terminar com essa polêmica. Vamos esperar para ver.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h14
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Dennis mira a Renault
Ron Dennis resolveu envolver também a Renault na complicada situação em que vive hoje a F1, devido à acusação de espionagem que já engloba a equipe McLaren e a Ferrari. O britânico diz que tem provas de irregularidades promovidas pelo time francês nesta temporada. Mas agora que falou, terá que provar. Se não o fizer, será ainda pior para ele.
Esse assunto da Renault mais parece uma bronca pelo fato de o time de Briatore abordar Fernando Alonso, abrindo as portas para uma possível volta do espanhol para o time onde ganhou seus dois títulos mundiais. Alonso não esconde a bronca pelos privilégios dados a Lewis Hamilton na sua atual escuderia.
Briatore, "macaco velho" no circo, se mostrou tranqüilo e disse que Dennis está desesperado, atirando para todos os lados, com a única intenção de tirar o quanto puder o foco de cima de si e de seu time. Tem lógica, pois as lágrimas do chefão da McLaren no último final de semana, se não de crocodilo, só podem demonstrar descontrole diante da situação. Acredito na segunda possibilidade.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h00
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Para inglês ver
Perdoem-me o trocadilho, mas foi "para inglês ver", literalmente, os abraços e cumprimentos entre os homens da McLaren ao final do GP da Itália, ontem em Monza. Hamilton deu os parabéns a Alonso, que retribuiu o aperto de mão. Ron Dennis foi e abraçou o espanhol, também lhe dando os parabéns. Hamilton bateu papo com o bicampeão mundial após a pesagem e jogou champanhe na cabeça de Alonso no pódio, etc, etc. Tudo encobrindo um clima de tensão altíssima, às vésperas do encontro de todos na França para se decidir como irá ficar o caso de espionagem, que pode jogar um caminhão de lama na F1. Nesse ponto, Jean Todt tem razão: os acontecimentos podem arranhar profundamente a imagem da mais importante categoria do automobilismo mundial.
Muitos acusam Alonso de ter traído, juntamente com o piloto de testes e compatriota Pedro de la Rosa, a equipe inglesa, ao passar e-mails comprometedores para a FIA. Alonso se defende e diz que fez isso somente porque foi solicitado por autoridades do esporte. Ele se mostra honesto neste momento, para quem quiser acreditar na figura ilibada do espanhol. Mas o mais triste foi ver as lágrimas de Ron Dennis. Por mais que não se goste do dirigente, sempre com aquela arrogância e educação restrita que lhe é peculiar, sempre amou a F1 e faz parte de sua história. Mas a categoria precisa ser passada a limpo e, na quinta-feira, haverá uma boa oportunidade para se começar a fazer isso.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h56
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Alonso vem aí
Hamilton precisa se cuidar. Fernando Alonso resolveu colocar na pista toda o talento e experiência e vem tirando a grande vantagem que o inglês tinha até esta reta final de temporada da F1. Eu acredito que Alonso termina com o tricampeonato neste ano e que para os pilotos da Ferrari, já não dá mais. Resta saber quem será o melhor colocado entre os competidores da escuderia vermelha de Maranello. O posto vem mudando de corrida para corrida e Felipe Massa levou um duro golpe neste domingo em Monza. Vamos ver o que acontece em Spa no próximo final de semana.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h46
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Mais vitórias. E daí?
Tony Kanaan foi quem mais venceu neste ano, com cinco conquistas, mas não levou. Terminou em terceiro, atrás de Franchitti e Dixon, que tiveram quatro vitórias cada. Problema de instabilidade. O baiano terminou esta temporada 61 pontos atrás do campeão escocês. Mas Franchitti fechou em segundo em quatro oportunidades e em terceiro em três. E foi aí que levou vantagem sobre o brasileiro.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h41
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Falta de sorte?
A IndyCar, mesmo com todas as dificuldades que vem enfrentando nos últimos tempos, mostrou muita emoção em sua última corrida do ano. E eu não acho que o que aconteceu com Scott Dixon no final da prova de ontem, em Chicago, tenha sido falta de sorte. Se Dixon ficou sem etanol na última volta e deixou escapar o título para Franchitti, foi por puro erro estratégico. Claro que o escocês também arriscou a ficar sem combustível, mas sobrou um tanto a mais para ir até o final.
Há quem acredite que a rodada de Danica Patrick no pit, faltando cinco voltas para terminar a corrida, tenha sido proposital para poupar mais etanol para o companheiro de equipe, durante as três voltas de bandeira amarela. Mas provar isso seria quase que impossível. Melhor para Franchitti, que levou o título de campeão.
Escrito por Vladimir Delgado às 11h27
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